Victor Hugo, em Os Miseráveis, dizia que, em “cidades pequenas, existem mais bocas que falam do que cabeças que pensam”. Tire o “cidades pequenas” da frase e coloque redes sociais e a analogia está pronta.
Umberto Eco afirmava que “as redes sociais dão o direito de falar a uma legião de idiotas que antes só falavam em um bar, depois de bêbados, sem prejudicar a humanidade. (…) É a legião dos imbecis”
Mas o problema é menos da rede social, em si mesma uma coisa positiva, e muito mais do uso que se faz deste instrumento através do sistema midiático hegemônico, que transforma cérebros em geleias.
É o crime perfeito.
A “legião de imbecis”, de que falava Umberto Eco, munida de não mais do que três ou quatro “verdades”, sai a bradar aos ventos com a convicção de um fanático e a profundidade de um pires.
Editado por José Claisson Aléssio