Não é de hoje que inventam lendas, crenças e superstições com o objetivo de moldar o comportamento das pessoas. A história é sempre a mesma. Alguma autoridade, religiosa, política ou familiar, decide que seus subordinados não devem agir de certa forma. É criada, então, uma lorota para causar medo generalizado e evitar o hábito indesejado.
Ainda na Grécia antiga, o teatro era usado para ensinar aos cidadãos o que seria certo e errado. O povo hebreu escreveu o Levítico, terceiro livro do Velho Testamento, que é basicamente uma lista do que não fazer sob pena de enfrentar a fúria divina.
Algumas crenças permanecem e fazem parte do nosso cotidiano. Muita gente ainda acha que manga misturada com leite pode ser fatal. Isso porque, no período colonial, algum senhor de engenho quis impedir que escravos bebessem o leite da fazenda.
Deixar o chinelo virado para baixo, para alguns, é um sacrilégio pois pode matar a mãe. Lenda criada por outra mãe cansada de escorregar nos chinelos dos filhos. Tomar banho ou nadar só era possível duas horas depois de comer. Boato inventado, talvez, por pais que queriam dar uma "descansadinha" depois almoço.
Cortar o cabelo em lua minguante era extremamente proibido -ou o cabelo não cresceria. Trata-se de crença criada para evitar que mulheres façam mudanças radicais na TPM (eu inventei essa, mas é batata!).