Josef foi detido em seu próprio quarto por dois guardas, que tomaram o café que devia ter sido dele. Neste momento inicia o pesadelo de Josef.
De principio, imaginava ser uma brincadeira de seus colegas de banco, pois não podia acreditar no que estava acontecendo. Acreditava que tudo seria esclarecido e ao ser convocado para um interrogatório viu a oportunidade de isto acontecer. Estava errado. Deparou-se com um inspetor rude e agressivo que o ameaçava e fazia chantagens. Josef exigia esclarecimentos, porém inutilmente, já que nem o inspetor e nem os guardas sabiam sobre o motivo de sua detenção. E toda a narrativa segue sem que se conheça quem teria denunciado Josef às autoridades e o motivo de estar sendo preso.
Apesar disso, o personagem luta o tempo todo para descobrir do que estava sendo acusado, quem o acusava e com embasamento em que lei. Contratou um advogado na esperança de ter alguma saída e também para obter informações sobre o seu caso, mas logo ele foi dispensado, pois não estava dando muita atenção ao processo dele.
Tentou entrar em contato com o judiciário, mas teve pouco sucesso, o que encontrou foram muitos processos, sendo o dele apenas mais um que ficaria esperando por muito tempo. Todo o desenrolar do processo não lhe parecia verdadeiro, os acusadores e as testemunhas tinham atitudes duvidosas e absurdas, até crianças eram chamadas a prestar depoimentos.
No final, Josef se encontrava sem ânimo para prosseguir lutando contra um processo sobre o qual não tinha nenhuma informação; estava apático e indiferente.
O Processo
Texto de José Claisson Aléssio